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TESES

Tratamento Microcirúrgico das Lesões Traumáticas do Plexo Braquial
Casuística e Método

Casuística

Desde 1974 tratamos mais de 300 casos de lesões traumáticas do plexo braquial.

Os mais graves, mais freqüentes, de mais difícil e polêmico tratamento são os de lesão por tração.

Destes, para o nosso estudo, tentamos conseguir uma amostragem a mais uniforme e a melhor acompanhada possível.

Excluímos da casuística as lesões obstétricas.

Ficamos com 71 pacientes com lesão traumática, supraclavicular, por tração em alta velocidade, com pelo menos 2 anos de pós-operatório (seguimento médio de 77 meses).

Tivemos 63 pacientes (89%) do sexo masculino e 8 (11%) do sexo feminino; 34 (48%) com lesão no lado direito e 37 (52%) com lesão no lado esquerdo.

Todos os casos foram avaliados clinicamente e, na medida do possível, com exame radiológico e eletromiográfico. Em alguns casos fizemos a mielografia cervical.

Dos 71 casos, 54 (76%) tinham o membro totalmente paralisado e 17 (24%) possuíam paralisia de ombro e cotovelo.

Cirurgia

Os doentes são preparados com tricotomia das pernas, região axilar, tórax e membro superior lesado, de preferência no dia da operação.

Sob anestesia geral, é colocado em posição supina, com coxim sob o ombro a ser operado e sob o quadril do mesmo lado, tornando 0 decúbito de uma das pernas semi-lateral.

Após colocação de torniquete pneumático nas coxas, lava-se com água e sabão as duas pernas, a região cervical, supraclavicular, torácica, axilar e o membro lesado.

Em seguida são colocados os campos cirúrgicos, de maneira a deixar toda a região a ser operada e o membro lesado exposto e fácil de ser manipulado. As pernas também são preparadas.

A incisão cirúrgica se inicia no pescoço, região lateral, na face posterior do esternocleidomastóideo e descendo até a clavícula a cruza obliquamente até o sulco delto-peitoral. Aí a incisão pode ser estendida, se necessário, até o braço.

A aponevrose cervical superficial e o músculo platisma são abertos seguindo a incisão da pele. Ficamos assim com a região supraclavicular exposta. É um triângulo formado pelo esternocleidomastóideo, trapézio e clavícula. No seu assoalho está alojado o plexo braquial. Começa-se a dissecção por divulsão proximal no vértice do triângulo até a face anterior do escaleno anterior, por sobre o qual transita o nervo frênico, vindo da 3ª e 4ª raízes cervicais.

No sulco entre o escaleno anterior e médio localizam-se as raízes cervicais 5, 6, 7, 8 e a primeira torácica. (C5,C6, C7, C8 e T1)

Na dissecção, após se afastar ou seccionar o músculo omo-hióideo, deve se tomar cuidado com os vasos que cruzam os troncos nervosos nesta região; principalmente a artéria transversa cervical, superficial dorsal da escápula e supraescapular.

Na eventualidade de se pensar em enxerto nervoso vascularizado estes vasos devem ser reparados com grampos vasculares apropriados (clamps).

Deve-se fazer a hemostasia, com coagulador bipolar a ligaduras dos vasos maiores.

Lenta e progressivamente, com delicadeza, o auxílio de meios óticos de aumento e material microcirúrgico, vão sendo individualizados os troncos e raízes existentes, lesados ou não, até os forames intervertebrais. Nesta região a dissecção deve ser muito cuidadosa. Há riscos de hemorragias de difícil controle.

Outro risco grande é a ruptura inadvertida de uma pseudomeningocele, podendo levar a uma fistula liquórica.

As lesões em continuidade devem ser cuidadosamente dissecadas até a individualização de todas as estruturas da região. É o momento da neurólise externa.

Os neuromas devem ser bem avaliados antes de serem abertos ou ressecados.

Neste momento devemos fazer use da estimulação nervosa direta para solucionar possíveis dúvidas de viabilidade funcional. É o momento mais importante da operação. É quando após o diagnóstico efetivo se vai planejar o que fazer.

Na eventualidade de se necessitar exploração mais distal, pode se seccionar a clavícula, o que fazemos no seu terço médio.

Freqüentemente, a exploração infra-clavicular, no sulco delto-peitoral é suficiente para a individualização das estruturas, evitando a secção óssea.

Com os extremos claviculares afastados, seccionamos o músculo subclávio com o bisturi elétrico e expomos toda a região até a emergência dos nervos, propriamente ditos, na axila, individualizando-se a artéria e veia subclávias.

O planejamento do que se fazer a seguir deve ser bem ponderado em cada caso.

No nosso trabalho adotamos várias condutas:

1) Compressões extrínsecas por fibrose = neurólise externa.

2) Neuroma em continuidade com resposta distal à estimulação elétrica proximal = neurólise interna, com microscópio.

3) Neuroma em continuidade sem resposta distal à estimulação elétrica = ressecção e reconstrução com enxerto, após neurólise interna comprobatória do tipo de lesão.

4) Avulsão radicular = neurotização infra ou extraplexual, conforme o caso e a prioridade.

É nesse momento que tem grande importância o conceito de priorização funcional. Com o que temos à disposição, tentamos reinervar prioritariamente as regiões responsáveis pela flexão de cotovelo, controle do ombro, sensibilidade e movimentos da mão.

Neste sentido, tenta-se reinervar, de alguma maneira, o nervo Musculocutâneo, supraescapular e a raiz lateral do mediano.

Sempre usamos instrumental de microcirurgia e lupas. Numa primeira fase, de dissecção extraneural, usamos lupas com aumento de duas a quatro vezes. Na fase de trato mais íntimo e delicado com as estruturas nervosas utilizamos lupas com aumento de cinco a seis vezes.

Nos casos de neurólise interna ou de dúvidas maiores de viabilidade fascicular introduzimos o use do microscópio.

Na maioria das vezes usamos o nervo sural como enxerto. Nos casos de lesão total e mais antigos, chegamos a usar o nervo ulnar ou outras porções do plexo, para preencher as falhas existentes nas regiões mais importantes e viáveis. (Neurotizações intraplexuais).

O sural, após retirado, é liberado da parte mais frouxa do epineuro externo e cortado em segmentos com o comprimento da falha a ser preenchida.

Fazemos isto por partes, falha por falha, para se evitar mensurações erradas tanto em comprimento como em número dos segmentos a serem necessários.

Cada falha é preenchida com o maior número possível de segmentos de enxerto, fixados à porção proximal e distal, com pontos epineurais de fio monofilamentado sintético 8-0 ou 9-0. Quando necessário e possível, diminuímos o número de pontos a serem dados e completamos a fixação com adesivo de fibrina.

Neste caso, é sempre mais prático fazer "montagens" dos segmentos de enxerto, fora do campo operatório, usando-se a "cola" e depois levar o conjunto a área a ser reconstruída.

O use do adesivo é especialmente indicado nas reconstruções mais proximais e mais complexas (várias reconstruções).

Quando usamos o nervo ulnar ou panes do plexo (troncos) como enxertos, devemos retirar o epineuro externo para facilitar a nutrição advinda do leito receptor.

Nos casos de leito envolvente do plexo em más condições circulatórias (fibrose exagerada), pode-se cogitar do use do enxerto nervoso vascularizado.

Nas neurotizações extraplexuais usamos como neurotização motora o 11° par craniano (nervo acessório), ramos motores cervicais e os nervos intercostais (3º, 4º. e 5º e 6°).

Como neurotização sensitiva usamos ramos sensitivos cervicais.

O use do estimulador elétrico é extremamente útil nestas ocasiões, para se identificar corretamente as fontes de reinervação.

Para a retirada dos nervos intercostais usamos uma incisão longitudinal, na linha média axilar, e após a individualização e dissecção dos nervos, conectamos sua porção motora ou mista, através de enxertos, aos nervos que queremos estimular. Esta conexão se faz subcutaneamente até a região infraclavicular ou braço.

Após completados os procedimentos neurológicos programados, faz-se uma minuciosa revisão de hemostasia e se inicia o fechamento com a aponevrose cervical superficial, antes fazendo a reconstrução do músculo omo-hióideo seccionado e do subclávio, se a clavícula foi seccionada.

Procede-se à osteossíntese da clavícula, quando necessário, fechando-se o subcutâneo e a pele com pontos separados.

Os procedimentos finais sã0 o curativo simples e o enfaixamento do tipo Velpeau.

Pós-operatório

O paciente é mantido internado por pelo menos 24 horas, medicado com analgésicos e antinflamatórios.

Geralmente é um pós-operatório sem intercorrências.

No 15º dia retiram-se os pontos e a imobilização mais cuidadosa, mantendo-se somente uma tipóia confortável, dando apoio a todo antebraço e mão.

Reabilitação

O planejamento e o acompanhamento, de todos nossos casos de lesões plexulares, têm sido feitos com elementos especializados da Seção de Terapia Ocupacional do IOT*.

Independentemente da causa, a reabilitação dos portadores de lesão do plexo braquial, pode ser feita em 3 fases: fase pós trauma, fase pós cirurgia e fase de cirurgias complementares.

Vários procedimentos poderão ser usados, de forma alternada ou concomitantemente, de acordo com a evolução. (92, 102,104,124, 257)

"IOT= Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo".

Estes procedimentos envolvem aspectos psico-sociais de educação do paciente fazendo-o compreender o que aconteceu com seu membro, buscando conseguir sua cooperação na própria recuperação. Realizamos:

1 - O use de técnicas para melhorar e/ou manter a amplitude articular, evitando-se contratura e rigidez.

2 - Sessões de estimulação elétrica transcutânea, que, juntamente, com a movimentação assistida, muito ajudam no combate à dor.

3 - A aplicação de orteses especiais para cada caso e cada situação.

4 - Técnicas de reeducação nas neurotizações.

5 - Técnicas de reeducação sensitiva.

6 - Programação para antes e depois das cirurgias complementares.

Cirurgias Complementares

Caso número 4 Transferências pró-radial
Caso número 6 Transferências pró-radial
Caso número 36 Transferências pró-radial + operação de Steindler + músculo trapézio para músculo deltóide
Caso número 42 Transferências no punho
Caso número 58 Músculo tríceps para músculo bíceps

QUADRO 1 - FREQUÊNCIA DOS CASOS POR FAIXAS ETÁRIAS
Anos Número de Casos (%)
Até 15 10 (14)
16-20 18 (25)
21-25 19 (27)
26-30 14 (20)
31 e mais 10 (14)
Total 71 (100)
Idade Mínima = 4 anos          Média = 23,4 anos
Idade Máxima = 52 anos       Desvio Padrão = 9,7 anos

QUADRO 1A - CAUSA DO ACIDENTE RELACIONADA À FAIXA ETÁRIA
Causa Idade Nº de casos
  < 30 (%) >= 30 (%) Total (%)
Motocicleta 28   4   32 (45)
Atropelamento 9   4   13 (18)
Bicicleta 5   0   5 (7)
Máquina 1   0   1 (1,5)
Automóvel 12   3   15 (21)
Queda 3   1   4 (6)
Trator 1   0   1 (1,5)
TOTAL 59 (83) 12 (17) 71 (100)


QUADRO 2 - PROFISSÃO X CAUSA DO ACIDENTE
Motocicleta Atropelamento Bicicleta Máquina Automóvel Queda Trator Total
L Comerciário 5 6 11
L Engenheiro 2 2
L Estudante 8 3 3 4 18
P Ajudante 3 1 1 2 7
L Professor 1 1
L Publicitário 1 1
L Aeroviário 1 1
P Mecânico 3 3
P Doméstica 1 1
P Lavrador 1 1 2
L Técnico 1 1
L Advogado 1 1
P Servente 1 1
L Office-Boy 4 1 1 6
I Ignorada 4 2 1 1 8
P Pedreiro 1 1 2
P Operário 1 1
L Auxiliar 1 1
L Enfermeira 1 1
L Médico 1 1
L Balconista 1 1
TOTAL 32 13 5 1 15 4 1 71
L = Profissão com atividades leves
P = Profissão com atividades pesadas
I = Profissão Ignorada na ocasião do 1º atendimento


QUADRO 3 - CAUSA DO ACIDENTE X PROFISSÃO
Motocicleta Atropelamento Bicicleta Máquina Automóvel Queda Trator Total
Trabalhos Leves 21 8 3 0 13 1 0 46
Trabalhos Pesados 7 5 1 1 2 2 1 17
Profissão Ignorada 4 2 1 0 0 1 0 8
TOTAL 32 13 5 1 15 4 1 71
Trabalhos Leves = 65%
Trabalhos Pesados = 24%
Profissão Ignorada = 11%


QUADRO 4 - TIPO DE PARALISIA RELACIONADO COM A CAUSA
Causa Paralisia Total (%) Paralisia Parcial Superior (%) TOTAL (%)
Motocicleta 25 (78) 7 (22) 32 (45)
Atropelamento 12 (92) 1 (8) 13 (18)
Bicicleta 5 (80) 1 (20) 5 (7)
Máquina 0 (0) 1 (100) 1 (1)
Automóvel 9 (60) 6 (40) 15 (21)
Queda 3 (75) 1 (25) 4 (6)
Trator 1 (100) 0 (0) 1 (1)
TOTAL 54 (76) 17 (24) 71 (100)
75% das lesões totais foram provocadas por acidente de trânsito
91,5% de todos os casos foram acidentados no trânsito e destes 49% com motocicleta


QUADRO 5 - QUADRO CLÍNICO DA PARALISIA RELACIONADA COM LESÕES ASSOCIADAS
  Paralisia Total (%) Paralisia Parcial (%) TOTAL (%)
Clavícula 13 (76) 4 (24) 17 (20)
Membros Superiores 22 (82) 5 (18) 27 (32)
Membros Inferiores 7 (64) 4 (36) 11 (13)
Traumatismo Crânio-encefálico 13 (93) 1 (7) 14 (17)
Tórax 5 (100) 0 (0) 5 (6)
Face 1 (50) 1 (50) 2 (2)
Vascular 2 (100) 0 (0) 2 (2)
Coluna Cervical 4 (80) 1 (20) 5 (6)
Abdome 1 (100) 0 (0) 1 (1)
TOTAL 68 (81) 16 (19) 84 (100)
Total das Paralisias Totais = 54 pacientes 13 sem lesões associadas (24%)
41 com lesões associadas (76%)

Total das Paralisias Parcelas = 17 pacientes 06 sem lesões associadas (35%)
11 com lesões associadas (65%)

81% das lesões associadas ocorreram nos casos com lesão total 19% nos casos com lesão parcial

QUADRO 6 - LESÕES ENCONTRADAS NOS PACIENTES COM SÍNDROME DE
CLAUDE BERNARD-HORNER (22 CASOS)
Raiz Lesões Avulsões
C5 15 7
C6 11 11
C7 5 17
C8 2 20
T1 2 20
TOTAL 35 75

C = Raiz cervical | T = Taiz torácica

QUADRO 7 - TEMPO DECORRIDO ENTRE O ACIDENTE E A CIRURGIA
  Número de Casos % Tempo médio decorrido em meses
Consultório Particular 38   9
IOT(*) 33   14
Tempo Decorrido Médio     11
*- Instituto de Ortopedia e Traumatologia Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

QUADRO 8 - ACHADOS CIRÚRGICOS
  Lesão Total Lesão Parcial
Lesão de C5 C6 C7 C8 e T1 10  
Lesão de C5 C6 + Avulsão de C7 C8 T1 9  
Lesão de C5 C6   8
Lesão de C8 e T1 + Avulsão de C5 C6 C7 6  
Avulsão de C5 C6 C7 C8 T1 6  
Lesão de C5 C8 T1 + Avulsão de C6 C7 5  
Lesão de C5 + Avulsão de C6 C7 C8 T1 4  
Lesão de C5 C6 C7 + Avulsão de C8 T1 3  
Lesão de C7 C8 T1 + Avulsão de C5 C6 2  
Lesão de C5 C6 C7   2
Avulsão de C5 C6 C7   2
Lesão de C5 + Avulsão de C6 C7   2
Lesão de C5 C6 C7 C8 + Avulsão de T1 1  
Lesão de C5 C7 C8 T1 + Avulsão de C6 1  
Lesão de C5 C8 + Avulsão de C6 C7 T1 1  
Lesão de C5 C7 + Avulsão de C6 C8 T1 1  
Lesão de C5 C6 C8 + Avulsão de C7 T1 1  
Lesão de C5 + Avulsão de C6   1
Lesão de C5 C7 T1 + Avulsão de C6 C8 1  
Lesão de C7 + Avulsão de C5 C6 C8 T1 1  
Lesão de C5 C7 + Avulsão de C6   1
Lesão de C5 C6 T1 + Avulsão de C7 C8 1  
Lesão de C6 C7 + Avulsão de C5   1
Lesão de T1 + Avulsão de C5 C6 C7 C8 1  
TOTAL 54 17
C = Raiz cervical | T = Raiz Torácica

QUADRO 9 - TOTAL DOS ACHADOS CIRÚRGICOS
Raiz Lesão (%) Avulsão (%) TOTAL (%)
C5 52 (73) 19 (27) 71 (23)
C6 36 (51) 35 (49) 71 (23)
C7 24 (39) 38 (61) 62 (20)
C8 27 (50) 27 (50) 54 (17)
T1 27 (50) 27 (50) 54 (17)
TOTAL 166 (53) 146 (47) 312 (100)

C = Raiz cervical | T = Raiz torácica

QUADRO 10 - CORRELAÇÃO ENTRE O ACHADO DA MIELOGRAFIA* E O ACHADO CIRÚRGICO
Achado Cirúrgico Pseudomeningocele presente % Falsos Positivos
Raiz Avulsão Presente % Avulsão Ausente %    
C5 2   0   2 (0)
C6 3   3   6 (50)
C7 6   5   11 (45,4)
C8 3   6   9 (66,7)
T1 2   2   4 (50)
TOTAL 16 (50) 16 (50) 32 MÉDIA(42,4)
O exame apresentou um índice de 50% de resultados falsos positivos, com média, considerando-se todas as raízes, de 42,4% de falsos resultados.
C = raiz cervical
T = raiz torácica


QUADRO 11 - CORRELAÇÃO ENTRE O ACHADO CIRÚRGICO E A MIELOGRAFIA
Achado Cirúrgico Pseudomeningocele presente % Falsos Positivos
Raiz Avulsão Presente % Avulsão Ausente %    
C5 3   12   15 (20)
C6 6   5   11 (54,5)
C7 4   2   6 (66,6)
C8 2   6   8 (33,3)
T1 3   10   13 (30)
TOTAL 18 (34) 35 (66) 53 MÉDIA(41)

* - Foram realizadas 17 mieografias

O exame apresentou um índice de 34% de resultados falsos positivos, com média, considerando-se todas as raízes, de 41% de falsos resultados

TABELA 1 - RELAÇÃO DAS NEURÓLISES EXTERNAS E INTERNAS
  Neurólises Externas e Internas
Raiz Número %
C5 14 (16)
C6 14 (16)
C7 14 (16)
C8 21 (25)
T1 23 (27)
TOTAL 86 (100)

C = Raiz cervical | T = Raiz torácica

TABELA 2 - RELAÇÃO DAS NEUROTIZAÇÕES INTRAPLEXUAIS REALIZADAS
  Número Total (%)
C5 - nervo supraescapular 20 82 (58)
C5 - Nervo musculocutâneo 34
C5 - Raiz lateral do mediano 24
C5 - Raiz medial do mediano 2
C5 - Tronco posterior 2
C6 - nervo supraescapular 0 29 (20)
C6 - nervo musculocutâneo 2
C6 - Raiz lateral do mediano 14
C6 - Tronco posterior 13
C7 - Raiz lateral do mediano 1 11 (8)
C7 - Nervo lusculocutâneo 1
C7 - Tronco posterior 9
C7 - Raiz medial do mediano 0
C7 - Nervo ulnar 0
C8 - Raiz lateral do mediano 3 11 (8)
C8 - Nervo musculocutâneo 1
C8 - Tronco posterior 1
C8 - Raiz medial do mediano 3
C8 - Nervo ulnar 3
T1 - Tronco posterior 2 8 (6)
T1 - Raiz medial do mediano 3
T1 - Nervo ulnar 3
TOTAL 141 141 (100)
C = Raiz cervical | T = raiz torácica

TABELA 3 - RELAÇÃO DAS NEUROTIZAÇÕES EXTRAPLEXUAIS REALIZADAS
  Número TOTAL (%)
Nervo acessório - Nervo supraescapular 13 25 (40)
Nervo acessório - Nervo musculocutâneo 11
Nervo acessório - Nervo axilar 1
Ramos motores cervicais - Nervo supraescapular 10 18 (29)
Ramos motores cervicais - Nervo musculocutâneo 6
Ramos motores cervicais - Raiz medial do mediano 2
Ramos sensitivos cervicais - Raiz lateral do mediano 9 9 (14,5)
Nervos intercostais - Nervo supraescapular 1 10 (16)
Nervos intercostais - Nervo musulocutâneo 2
Nervos intercostais - Raiz lateral do mediano 3
Nervos intercostais - Raiz medial do mediano 2
Nervos intercostais - Tronco posterior 2
TOTAL 62 62 (100)

TABELA 4 - ENXERTOS UTILIZADOS
Enxertos Número (%)
Nervo sural 41 (73)
Nervo ulnar 12 (21,4)
Tronco do plexo 2 (3,6)
Nervo cutâneo antebraquial 1 (2,0)
TOTAL 56 (100)

 
     


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