Tratamento Microcirúrgico
das Lesões Traumáticas do Plexo Braquial
Casuística e Método
Casuística
Desde 1974 tratamos mais de 300 casos de lesões traumáticas
do plexo braquial.
Os mais graves, mais freqüentes, de mais difícil
e polêmico tratamento são os de lesão
por tração.
Destes, para o nosso estudo, tentamos conseguir uma amostragem
a mais uniforme e a melhor acompanhada possível.
Excluímos da casuística as lesões obstétricas.
Ficamos com 71 pacientes com lesão traumática,
supraclavicular, por tração em alta velocidade,
com pelo menos 2 anos de pós-operatório (seguimento
médio de 77 meses).
Tivemos 63 pacientes (89%) do sexo masculino e 8 (11%) do
sexo feminino; 34 (48%) com lesão no lado direito e
37 (52%) com lesão no lado esquerdo.
Todos os casos foram avaliados clinicamente e, na medida
do possível, com exame radiológico e eletromiográfico.
Em alguns casos fizemos a mielografia cervical.
Dos 71 casos, 54 (76%) tinham o membro totalmente paralisado
e 17 (24%) possuíam paralisia de ombro e cotovelo.
Cirurgia
Os doentes são preparados com tricotomia das pernas,
região axilar, tórax e membro superior lesado,
de preferência no dia da operação.
Sob anestesia geral, é colocado em posição
supina, com coxim sob o ombro a ser operado e sob o quadril
do mesmo lado, tornando 0 decúbito de uma das pernas
semi-lateral.
Após colocação de torniquete pneumático
nas coxas, lava-se com água e sabão as duas
pernas, a região cervical, supraclavicular, torácica,
axilar e o membro lesado.
Em seguida são colocados os campos cirúrgicos,
de maneira a deixar toda a região a ser operada e o
membro lesado exposto e fácil de ser manipulado. As
pernas também são preparadas.
A incisão cirúrgica se inicia no pescoço,
região lateral, na face posterior do esternocleidomastóideo
e descendo até a clavícula a cruza obliquamente
até o sulco delto-peitoral. Aí a incisão
pode ser estendida, se necessário, até o braço.
A aponevrose cervical superficial e o músculo platisma
são abertos seguindo a incisão da pele. Ficamos
assim com a região supraclavicular exposta. É
um triângulo formado pelo esternocleidomastóideo,
trapézio e clavícula. No seu assoalho está
alojado o plexo braquial. Começa-se a dissecção
por divulsão proximal no vértice do triângulo
até a face anterior do escaleno anterior, por sobre
o qual transita o nervo frênico, vindo da 3ª e
4ª raízes cervicais.
No sulco entre o escaleno anterior e médio localizam-se
as raízes cervicais 5, 6, 7, 8 e a primeira torácica.
(C5,C6, C7, C8 e T1)
Na dissecção, após se afastar ou seccionar
o músculo omo-hióideo, deve se tomar cuidado
com os vasos que cruzam os troncos nervosos nesta região;
principalmente a artéria transversa cervical, superficial
dorsal da escápula e supraescapular.
Na eventualidade de se pensar em enxerto nervoso vascularizado
estes vasos devem ser reparados com grampos vasculares apropriados
(clamps).
Deve-se fazer a hemostasia, com coagulador bipolar a ligaduras
dos vasos maiores.
Lenta e progressivamente, com delicadeza, o auxílio
de meios óticos de aumento e material microcirúrgico,
vão sendo individualizados os troncos e raízes
existentes, lesados ou não, até os forames intervertebrais.
Nesta região a dissecção deve ser muito
cuidadosa. Há riscos de hemorragias de difícil
controle.
Outro risco grande é a ruptura inadvertida de uma
pseudomeningocele, podendo levar a uma fistula liquórica.
As lesões em continuidade devem ser cuidadosamente
dissecadas até a individualização de
todas as estruturas da região. É o momento da
neurólise externa.
Os neuromas devem ser bem avaliados antes de serem abertos
ou ressecados.
Neste momento devemos fazer use da estimulação
nervosa direta para solucionar possíveis dúvidas
de viabilidade funcional. É o momento mais importante
da operação. É quando após o diagnóstico
efetivo se vai planejar o que fazer.
Na eventualidade de se necessitar exploração
mais distal, pode se seccionar a clavícula, o que fazemos
no seu terço médio.
Freqüentemente, a exploração infra-clavicular,
no sulco delto-peitoral é suficiente para a individualização
das estruturas, evitando a secção óssea.
Com os extremos claviculares afastados, seccionamos o músculo
subclávio com o bisturi elétrico e expomos toda
a região até a emergência dos nervos,
propriamente ditos, na axila, individualizando-se a artéria
e veia subclávias.
O planejamento do que se fazer a seguir deve ser bem ponderado
em cada caso.
No nosso trabalho adotamos várias condutas:
1) Compressões extrínsecas por fibrose
= neurólise externa.
2) Neuroma em continuidade com resposta distal à
estimulação elétrica proximal = neurólise
interna, com microscópio.
3) Neuroma em continuidade sem resposta distal à
estimulação elétrica = ressecção
e reconstrução com enxerto, após neurólise
interna comprobatória do tipo de lesão.
4) Avulsão radicular = neurotização
infra ou extraplexual, conforme o caso e a prioridade.
É nesse momento que tem grande importância o
conceito de priorização funcional. Com o que
temos à disposição, tentamos reinervar
prioritariamente as regiões responsáveis pela
flexão de cotovelo, controle do ombro, sensibilidade
e movimentos da mão.
Neste sentido, tenta-se reinervar, de alguma maneira, o nervo
Musculocutâneo, supraescapular e a raiz lateral do mediano.
Sempre usamos instrumental de microcirurgia e lupas. Numa
primeira fase, de dissecção extraneural, usamos
lupas com aumento de duas a quatro vezes. Na fase de trato
mais íntimo e delicado com as estruturas nervosas utilizamos
lupas com aumento de cinco a seis vezes.
Nos casos de neurólise interna ou de dúvidas
maiores de viabilidade fascicular introduzimos o use do microscópio.
Na maioria das vezes usamos o nervo sural como enxerto. Nos
casos de lesão total e mais antigos, chegamos a usar
o nervo ulnar ou outras porções do plexo, para
preencher as falhas existentes nas regiões mais importantes
e viáveis. (Neurotizações intraplexuais).
O sural, após retirado, é liberado da parte
mais frouxa do epineuro externo e cortado em segmentos com
o comprimento da falha a ser preenchida.
Fazemos isto por partes, falha por falha, para se evitar
mensurações erradas tanto em comprimento como
em número dos segmentos a serem necessários.
Cada falha é preenchida com o maior número
possível de segmentos de enxerto, fixados à
porção proximal e distal, com pontos epineurais
de fio monofilamentado sintético 8-0 ou 9-0. Quando
necessário e possível, diminuímos o número
de pontos a serem dados e completamos a fixação
com adesivo de fibrina.
Neste caso, é sempre mais prático fazer "montagens"
dos segmentos de enxerto, fora do campo operatório,
usando-se a "cola" e depois levar o conjunto a área
a ser reconstruída.
O use do adesivo é especialmente indicado nas reconstruções
mais proximais e mais complexas (várias reconstruções).
Quando usamos o nervo ulnar ou panes do plexo (troncos) como
enxertos, devemos retirar o epineuro externo para facilitar
a nutrição advinda do leito receptor.
Nos casos de leito envolvente do plexo em más condições
circulatórias (fibrose exagerada), pode-se cogitar
do use do enxerto nervoso vascularizado.
Nas neurotizações extraplexuais usamos como
neurotização motora o 11° par craniano (nervo
acessório), ramos motores cervicais e os nervos intercostais
(3º, 4º. e 5º e 6°).
Como neurotização sensitiva usamos ramos sensitivos
cervicais.
O use do estimulador elétrico é extremamente
útil nestas ocasiões, para se identificar corretamente
as fontes de reinervação.
Para a retirada dos nervos intercostais usamos uma incisão
longitudinal, na linha média axilar, e após
a individualização e dissecção
dos nervos, conectamos sua porção motora ou
mista, através de enxertos, aos nervos que queremos
estimular. Esta conexão se faz subcutaneamente até
a região infraclavicular ou braço.
Após completados os procedimentos neurológicos
programados, faz-se uma minuciosa revisão de hemostasia
e se inicia o fechamento com a aponevrose cervical superficial,
antes fazendo a reconstrução do músculo
omo-hióideo seccionado e do subclávio, se a
clavícula foi seccionada.
Procede-se à osteossíntese da clavícula,
quando necessário, fechando-se o subcutâneo e
a pele com pontos separados.
Os procedimentos finais sã0 o curativo simples e o
enfaixamento do tipo Velpeau.
Pós-operatório
O paciente é mantido internado por pelo menos 24 horas,
medicado com analgésicos e antinflamatórios.
Geralmente é um pós-operatório sem intercorrências.
No 15º dia retiram-se os pontos e a imobilização
mais cuidadosa, mantendo-se somente uma tipóia confortável,
dando apoio a todo antebraço e mão.
Reabilitação
O planejamento e o acompanhamento, de todos nossos casos
de lesões plexulares, têm sido feitos com elementos
especializados da Seção de Terapia Ocupacional
do IOT*.
Independentemente da causa, a reabilitação
dos portadores de lesão do plexo braquial, pode ser
feita em 3 fases: fase pós trauma, fase pós
cirurgia e fase de cirurgias complementares.
Vários procedimentos poderão ser usados, de
forma alternada ou concomitantemente, de acordo com a evolução.
(92, 102,104,124, 257)
"IOT= Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital
das Clínicas, Faculdade de Medicina da Universidade
de São Paulo".
Estes procedimentos envolvem aspectos psico-sociais de educação
do paciente fazendo-o compreender o que aconteceu com seu
membro, buscando conseguir sua cooperação na
própria recuperação. Realizamos:
1 - O use de técnicas para melhorar e/ou manter a
amplitude articular, evitando-se contratura e rigidez.
2 - Sessões de estimulação elétrica
transcutânea, que, juntamente, com a movimentação
assistida, muito ajudam no combate à dor.
3 - A aplicação de orteses especiais para cada
caso e cada situação.
4 - Técnicas de reeducação nas neurotizações.
5 - Técnicas de reeducação sensitiva.
6 - Programação para antes e depois das cirurgias
complementares.
Cirurgias Complementares
Caso número 4 Transferências pró-radial
Caso número 6 Transferências pró-radial
Caso número 36 Transferências pró-radial
+ operação de Steindler + músculo trapézio
para músculo deltóide
Caso número 42 Transferências no punho
Caso número 58 Músculo tríceps
para músculo bíceps
|
QUADRO 1 - FREQUÊNCIA DOS CASOS POR FAIXAS
ETÁRIAS |
| Anos |
Número de Casos |
(%) |
| Até 15 |
10 |
(14) |
| 16-20 |
18 |
(25) |
| 21-25 |
19 |
(27) |
| 26-30 |
14 |
(20) |
| 31 e mais |
10 |
(14) |
| Total |
71 |
(100) |
|
Idade Mínima = 4 anos Média
= 23,4 anos
Idade Máxima = 52 anos Desvio
Padrão = 9,7 anos
|
QUADRO 1A - CAUSA DO ACIDENTE RELACIONADA À
FAIXA ETÁRIA |
| Causa |
Idade |
Nº
de casos |
| |
<
30 |
(%) |
>=
30 |
(%) |
Total |
(%) |
| Motocicleta |
28 |
|
4 |
|
32 |
(45) |
| Atropelamento |
9 |
|
4 |
|
13 |
(18) |
| Bicicleta |
5 |
|
0 |
|
5 |
(7) |
| Máquina |
1 |
|
0 |
|
1 |
(1,5) |
| Automóvel |
12 |
|
3 |
|
15 |
(21) |
| Queda |
3 |
|
1 |
|
4 |
(6) |
| Trator |
1 |
|
0 |
|
1 |
(1,5) |
| TOTAL |
59 |
(83) |
12 |
(17) |
71 |
(100) |
|
| QUADRO
2 - PROFISSÃO X CAUSA DO ACIDENTE |
|
|
Motocicleta |
Atropelamento |
Bicicleta |
Máquina |
Automóvel |
Queda |
Trator |
Total |
| L |
Comerciário |
5 |
|
|
|
6 |
|
|
11 |
| L |
Engenheiro |
2 |
|
|
|
|
|
|
2 |
| L |
Estudante |
8 |
3 |
3 |
|
4 |
|
|
18 |
| P |
Ajudante |
3 |
1 |
|
1 |
2 |
|
|
7 |
| L |
Professor |
|
|
|
|
|
1 |
|
1 |
| L |
Publicitário |
1 |
|
|
|
|
|
|
1 |
| L |
Aeroviário |
1 |
|
|
|
|
|
|
1 |
| P |
Mecânico |
3 |
|
|
|
|
|
|
3 |
| P |
Doméstica |
|
1 |
|
|
|
|
|
1 |
| P |
Lavrador |
1 |
|
1 |
|
|
|
|
2 |
| L |
Técnico |
1 |
|
|
|
|
|
|
1 |
| L |
Advogado |
1 |
|
|
|
|
|
|
1 |
| P |
Servente |
|
|
|
|
|
|
1 |
1 |
| L |
Office-Boy |
|
4 |
|
|
1 |
1 |
|
6 |
| I |
Ignorada |
4 |
2 |
1 |
|
|
1 |
|
8 |
| P |
Pedreiro |
|
1 |
|
|
|
1 |
|
2 |
| P |
Operário |
|
|
|
|
|
1 |
|
1 |
| L |
Auxiliar |
1 |
|
|
|
|
|
|
1 |
| L |
Enfermeira |
|
1 |
|
|
|
|
|
1 |
| L |
Médico |
|
|
|
|
1 |
|
|
1 |
| L |
Balconista |
1 |
|
|
|
|
|
|
1 |
|
TOTAL |
32 |
13 |
5 |
1 |
15 |
4 |
1 |
71 |
|
L = Profissão com atividades leves
P = Profissão com atividades pesadas
I = Profissão Ignorada na ocasião do 1º atendimento
| QUADRO
3 - CAUSA DO ACIDENTE X PROFISSÃO |
|
Motocicleta |
Atropelamento |
Bicicleta |
Máquina |
Automóvel |
Queda |
Trator |
Total |
| Trabalhos
Leves |
21 |
8 |
3 |
0 |
13 |
1 |
0 |
46 |
| Trabalhos
Pesados |
7 |
5 |
1 |
1 |
2 |
2 |
1 |
17 |
| Profissão
Ignorada |
4 |
2 |
1 |
0 |
0 |
1 |
0 |
8 |
| TOTAL |
32 |
13 |
5 |
1 |
15 |
4 |
1 |
71 |
|
Trabalhos Leves = 65%
Trabalhos Pesados = 24%
Profissão Ignorada = 11%
| QUADRO
4 - TIPO DE PARALISIA RELACIONADO COM A CAUSA |
| Causa |
Paralisia Total |
(%) |
Paralisia Parcial Superior |
(%) |
TOTAL |
(%) |
| Motocicleta |
25 |
(78) |
7 |
(22) |
32 |
(45) |
| Atropelamento |
12 |
(92) |
1 |
(8) |
13 |
(18) |
| Bicicleta |
5 |
(80) |
1 |
(20) |
5 |
(7) |
| Máquina |
0 |
(0) |
1 |
(100) |
1 |
(1) |
| Automóvel |
9 |
(60) |
6 |
(40) |
15 |
(21) |
| Queda |
3 |
(75) |
1 |
(25) |
4 |
(6) |
| Trator |
1 |
(100) |
0 |
(0) |
1 |
(1) |
| TOTAL |
54 |
(76) |
17 |
(24) |
71 |
(100) |
|
75% das lesões totais foram provocadas
por acidente de trânsito
91,5% de todos os casos foram acidentados no trânsito
e destes 49% com motocicleta
| QUADRO
5 - QUADRO CLÍNICO DA PARALISIA RELACIONADA
COM LESÕES ASSOCIADAS |
| |
Paralisia Total |
(%) |
Paralisia Parcial |
(%) |
TOTAL |
(%) |
| Clavícula |
13 |
(76) |
4 |
(24) |
17 |
(20) |
| Membros Superiores |
22 |
(82) |
5 |
(18) |
27 |
(32) |
| Membros Inferiores |
7 |
(64) |
4 |
(36) |
11 |
(13) |
| Traumatismo Crânio-encefálico |
13 |
(93) |
1 |
(7) |
14 |
(17) |
| Tórax |
5 |
(100) |
0 |
(0) |
5 |
(6) |
| Face |
1 |
(50) |
1 |
(50) |
2 |
(2) |
| Vascular |
2 |
(100) |
0 |
(0) |
2 |
(2) |
| Coluna Cervical |
4 |
(80) |
1 |
(20) |
5 |
(6) |
| Abdome |
1 |
(100) |
0 |
(0) |
1 |
(1) |
| TOTAL |
68 |
(81) |
16 |
(19) |
84 |
(100) |
|
| Total das Paralisias Totais
= |
54 pacientes |
13 sem lesões associadas (24%)
41 com lesões associadas (76%)
|
| Total das Paralisias Parcelas
= |
17 pacientes |
06 sem lesões associadas (35%)
11 com lesões associadas (65%)
|
| 81% das lesões associadas
ocorreram nos casos com lesão total 19% nos casos
com lesão parcial |
QUADRO
6 - LESÕES ENCONTRADAS NOS PACIENTES COM
SÍNDROME DE
CLAUDE BERNARD-HORNER (22 CASOS) |
| Raiz |
Lesões |
Avulsões |
| C5 |
15 |
7 |
| C6 |
11 |
11 |
| C7 |
5 |
17 |
| C8 |
2 |
20 |
| T1 |
2 |
20 |
| TOTAL |
35 |
75 |
|
C = Raiz cervical | T = Taiz torácica

| QUADRO
7 - TEMPO DECORRIDO ENTRE O ACIDENTE E A CIRURGIA |
| |
Número de Casos |
% |
Tempo médio decorrido em meses |
| Consultório Particular |
38 |
|
9 |
| IOT(*) |
33 |
|
14 |
| Tempo Decorrido Médio |
|
|
11 |
| *- Instituto de
Ortopedia e Traumatologia Hospital das Clínicas
da Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo |
|
| QUADRO
8 - ACHADOS CIRÚRGICOS |
| |
Lesão Total |
Lesão Parcial |
| Lesão de C5 C6 C7 C8 e T1 |
10 |
|
| Lesão de C5 C6 + Avulsão de C7 C8
T1 |
9 |
|
| Lesão de C5 C6 |
|
8 |
| Lesão de C8 e T1 + Avulsão de C5
C6 C7 |
6 |
|
| Avulsão de C5 C6 C7 C8 T1 |
6 |
|
| Lesão de C5 C8 T1 + Avulsão de C6
C7 |
5 |
|
| Lesão de C5 + Avulsão de C6 C7 C8
T1 |
4 |
|
| Lesão de C5 C6 C7 + Avulsão de C8
T1 |
3 |
|
| Lesão de C7 C8 T1 + Avulsão de C5
C6 |
2 |
|
| Lesão de C5 C6 C7 |
|
2 |
| Avulsão de C5 C6 C7 |
|
2 |
| Lesão de C5 + Avulsão de C6 C7 |
|
2 |
| Lesão de C5 C6 C7 C8 + Avulsão de
T1 |
1 |
|
| Lesão de C5 C7 C8 T1 + Avulsão de
C6 |
1 |
|
| Lesão de C5 C8 + Avulsão de C6 C7
T1 |
1 |
|
| Lesão de C5 C7 + Avulsão de C6 C8
T1 |
1 |
|
| Lesão de C5 C6 C8 + Avulsão de C7
T1 |
1 |
|
| Lesão de C5 + Avulsão de C6 |
|
1 |
| Lesão de C5 C7 T1 + Avulsão de C6
C8 |
1 |
|
| Lesão de C7 + Avulsão de C5 C6 C8
T1 |
1 |
|
| Lesão de C5 C7 + Avulsão de C6 |
|
1 |
| Lesão de C5 C6 T1 + Avulsão de C7
C8 |
1 |
|
| Lesão de C6 C7 + Avulsão de C5 |
|
1 |
| Lesão de T1 + Avulsão de C5 C6 C7
C8 |
1 |
|
| TOTAL |
54 |
17 |
|
C = Raiz cervical | T = Raiz Torácica
| QUADRO 9 - TOTAL
DOS ACHADOS CIRÚRGICOS |
| Raiz |
Lesão |
(%) |
Avulsão |
(%) |
TOTAL |
(%) |
| C5 |
52 |
(73) |
19 |
(27) |
71 |
(23) |
| C6 |
36 |
(51) |
35 |
(49) |
71 |
(23) |
| C7 |
24 |
(39) |
38 |
(61) |
62 |
(20) |
| C8 |
27 |
(50) |
27 |
(50) |
54 |
(17) |
| T1 |
27 |
(50) |
27 |
(50) |
54 |
(17) |
| TOTAL |
166 |
(53) |
146 |
(47) |
312 |
(100) |
|
C = Raiz cervical | T = Raiz torácica
| QUADRO
10 - CORRELAÇÃO ENTRE O ACHADO DA
MIELOGRAFIA* E O ACHADO CIRÚRGICO |
| Achado Cirúrgico |
Pseudomeningocele presente |
% Falsos Positivos |
| Raiz |
Avulsão Presente |
% |
Avulsão Ausente |
% |
|
|
| C5 |
2 |
|
0 |
|
2 |
(0) |
| C6 |
3 |
|
3 |
|
6 |
(50) |
| C7 |
6 |
|
5 |
|
11 |
(45,4) |
| C8 |
3 |
|
6 |
|
9 |
(66,7) |
| T1 |
2 |
|
2 |
|
4 |
(50) |
| TOTAL |
16 |
(50) |
16 |
(50) |
32 |
MÉDIA(42,4) |
|
O exame apresentou um índice de 50%
de resultados falsos positivos, com média, considerando-se
todas as raízes, de 42,4% de falsos resultados.
C = raiz cervical
T = raiz torácica
| QUADRO
11 - CORRELAÇÃO ENTRE O ACHADO CIRÚRGICO
E A MIELOGRAFIA |
| Achado Cirúrgico |
Pseudomeningocele presente |
% Falsos Positivos |
| Raiz |
Avulsão Presente |
% |
Avulsão Ausente |
% |
|
|
| C5 |
3 |
|
12 |
|
15 |
(20) |
| C6 |
6 |
|
5 |
|
11 |
(54,5) |
| C7 |
4 |
|
2 |
|
6 |
(66,6) |
| C8 |
2 |
|
6 |
|
8 |
(33,3) |
| T1 |
3 |
|
10 |
|
13 |
(30) |
| TOTAL |
18 |
(34) |
35 |
(66) |
53 |
MÉDIA(41) |
|
* - Foram realizadas 17 mieografias
O exame apresentou um índice de 34%
de resultados falsos positivos, com média, considerando-se
todas as raízes, de 41% de falsos resultados
| TABELA 1 - RELAÇÃO
DAS NEURÓLISES EXTERNAS E INTERNAS |
| |
Neurólises Externas
e Internas |
| Raiz |
Número |
% |
| C5 |
14 |
(16) |
| C6 |
14 |
(16) |
| C7 |
14 |
(16) |
| C8 |
21 |
(25) |
| T1 |
23 |
(27) |
| TOTAL |
86 |
(100) |
|
C = Raiz cervical | T = Raiz torácica
| TABELA
2 - RELAÇÃO DAS NEUROTIZAÇÕES
INTRAPLEXUAIS REALIZADAS |
| |
Número |
Total |
(%) |
| C5 - nervo supraescapular |
20 |
82 |
(58) |
| C5 - Nervo musculocutâneo |
34 |
| C5 - Raiz lateral do mediano |
24 |
| C5 - Raiz medial do mediano |
2 |
| C5 - Tronco posterior |
2 |
| C6 - nervo supraescapular |
0 |
29 |
(20) |
| C6 - nervo musculocutâneo |
2 |
| C6 - Raiz lateral do mediano |
14 |
| C6 - Tronco posterior |
13 |
| C7 - Raiz lateral do mediano |
1 |
11 |
(8) |
| C7 - Nervo lusculocutâneo |
1 |
| C7 - Tronco posterior |
9 |
| C7 - Raiz medial do mediano |
0 |
| C7 - Nervo ulnar |
0 |
| C8 - Raiz lateral do mediano |
3 |
11 |
(8) |
| C8 - Nervo musculocutâneo |
1 |
| C8 - Tronco posterior |
1 |
| C8 - Raiz medial do mediano |
3 |
| C8 - Nervo ulnar |
3 |
| T1 - Tronco posterior |
2 |
8 |
(6) |
| T1 - Raiz medial do mediano |
3 |
| T1 - Nervo ulnar |
3 |
| TOTAL |
141 |
141 |
(100) |
|
C = Raiz cervical | T = raiz torácica
| TABELA 3 - RELAÇÃO
DAS NEUROTIZAÇÕES EXTRAPLEXUAIS REALIZADAS |
| |
Número |
TOTAL |
(%) |
| Nervo acessório - Nervo supraescapular |
13 |
25 |
(40) |
| Nervo acessório - Nervo musculocutâneo |
11 |
| Nervo acessório - Nervo
axilar |
1 |
| Ramos motores cervicais - Nervo supraescapular |
10 |
18 |
(29) |
| Ramos motores cervicais - Nervo
musculocutâneo |
6 |
| Ramos motores cervicais - Raiz medial do mediano |
2 |
| Ramos sensitivos cervicais - Raiz lateral do mediano |
9 |
9 |
(14,5) |
| Nervos intercostais - Nervo supraescapular |
1 |
10 |
(16) |
| Nervos intercostais - Nervo
musulocutâneo |
2 |
| Nervos intercostais - Raiz lateral do mediano |
3 |
| Nervos intercostais - Raiz medial
do mediano |
2 |
| Nervos intercostais - Tronco posterior |
2 |
| TOTAL |
62 |
62 |
(100) |
|
| TABELA 4 - ENXERTOS
UTILIZADOS |
| Enxertos |
Número |
(%) |
| Nervo sural |
41 |
(73) |
| Nervo ulnar |
12 |
(21,4) |
| Tronco do plexo |
2 |
(3,6) |
| Nervo cutâneo antebraquial |
1 |
(2,0) |
| TOTAL |
56 |
(100) |
|
|